
Além da consolidação das ruínas da Igreja de São José da Boa Morte, este projeto também contempla a construção e implantação do Centro Comunitário Cachoeiras de Macacu no seu entorno imediato.
O novo edifício, projetado em pavimento único, respeita a topografia e vegetação natural do terreno. Ele abrigará espaços que poderão ser utilizados pela população local para exposições, oficinas de artesanato e celebrações da comunidade, entregando uma dinâmica mais rica para o espaço que hoje encontra-se abandonado.
O Centro Comunitário Cachoeiras de Macacu permitirá a ativação da região, proporcionará maior segurança e geração de emprego. Será um local de convivência entre moradores, visitantes e turistas, onde a cultura local, a história e a relação com a natureza serão explorados. O centro visa criar um diálogo entre diferentes épocas históricas, objetos, memórias e materiais, além de promover a interação entre o humano e o natural.
Localizado na lateral do terreno, o novo conjunto de construções busca harmonizar-se com a paisagem natural circundante. A sua localização foi pensada de maneira a não interferir na leitura da igreja, mantendo o seu entorno preservado.
O espaço expositivo pretende ser um ambiente multiuso e foi projetado para dinamizar e abrigar uma diversidade de exposições e conteúdos ao longo do tempo, proporcionando experiências enriquecedoras e conectadas com o público.
Recursos interativos, como telas sensíveis ao toque e estações de áudio e vídeo, criam uma experiência imersiva e moderna, permitindo que os visitantes interajam diretamente com os conteúdos apresentados. A iluminação especializada e os sistemas multimídia foram cuidadosamente planejados para destacar os artefatos, fotografias e apresentações audiovisuais, criando uma atmosfera visualmente atraente e impactante.
Os cobogós de tijolo cerâmico maciço utilizados nas fachadas compõem uma proposta que remete à arquitetura brasileira, respeitando a ruína pré-existente sem comprometer seu protagonismo. As texturas e tonalidades da nova edificação revelam sua temporalidade, estabelecendo um diálogo sensível e respeitoso com o contexto histórico ao redor.
Próximo às Ruínas de São José da Boa Morte será construído um Centro Comunitário, pensado para integrar moradores, valorizar o patrimônio histórico, impulsionar o turismo e preservar a natureza que envolve o local. As funcionalidades do espaço foram definidas junto à população em audiência pública, com propostas como oficinas e exposição de artesanatos, formações em sustentabilidade e visitas guiadas para escolas públicas.
O projeto arquitetônico sensível tem um estilo moderno que conversa visualmente com as ruínas da antiga igreja, deixando claro o que é parte da história e o que é novidade. A equipe optou pelo uso de materiais naturais, como madeira nos pisos e forros, cobogós para iluminação e ventilação, e amplas áreas envidraçadas que mantêm a transparência e conexão com o entorno verde.
A construção é independente das estruturas históricas, garantindo a reversibilidade e a proteção do patrimônio, ao mesmo tempo em que cria um ambiente multifuncional para atender às necessidades da população. Com ateliês e salas multiuso, o Centro Comunitário funcionará como um polo de formação, troca de saberes, empreendedorismo e atividades culturais.
Mas antes mesmo da estreia do Centro Comunitário, o projeto “Mulheres de São José: cuidar do patrimônio é cuidar de nós mesmas” ofereceu uma série de oficinas para moradoras da região, com foco nas áreas de saúde da mulher, estética, artesanato, gestão financeira e culinária. Afinal, preservar o patrimônio é, antes de tudo, valorizar as pessoas que convivem com ele.
A iniciativa para as mulheres, que gerou forte engajamento, integra a contrapartida social do projeto de consolidação das Ruínas, assim como o próprio Centro Comunitário. O sucesso da atividade aumentou as expectativas da população em relação às novas oportunidades que o espaço trará e foi um exemplo de como cultura e educação podem transformar realidades e fortalecer os vínculos comunitários.


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diferencia e energiza.

